sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Diamante de sangue *resumo do filme*

Diamante de Sangue conta a história de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex- mercenário do Zimbábue e Solomon Vandy (Djimon Hounson), um pescador da etnia mende. A força revolucionária unida está em busca do poder de Serra Leoa. Para financiar a guerra com o governo a FRU traficam diamantes retirados pela população que é escravizada. Solomon vê sua aldeia ser destruída pelos revolucionários. Em meio ao ataque, ele consegue salvar sua família, mas é capturado e levado como escravo para um campo de mineração de diamantes. Lá, ele encontra um diamante rosa e se arrisca a escondê-lo, mas é surpreendido por um integrante da FRU, no momento em que entregava a pedra para o integrante da FRU, ocorre um ataque do governo.

Solomon e todos os sobreviventes são presos, foi nesse momento que Solomon se separa de sua família e de seu filho dia, que foi recrutado a se soldado infantil da FRU. Quando Solomon está preso encontra o integrante da FRU que viu esconder o diamante rosa, o membro da FRU passa todo machucado para a enfermaria da prisão e vê Solomon preso, perguntado onde está o diamante, Solomon diz que não sabe.

Danny escuta aquilo e fica louco para saber onde o diamante está escondido, para ele o diamante seria a saída do continente africano. Em liberdade Danny procura Solomon, propondo que lhe mostre onde o diamante está escondido em troca de ajuda para que Solomon possa encontrar à sua família e seu filho. Solomon não acredita em Danny, mas sem saída aceita o acordo.

Para completar a história surge Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista norte-americana que está tentando reunir o máximo de informações sobre o tráfico de diamantes que são contrabandeados para os países ocidentais. Ela pretende desvendar o que realmente está por trás dos diamantes de sangue.

Maddy encontra Danny num bar de serra leoa, onde fica sabendo que ele trafica diamantes e não perde tempo e vai atrás dele na tentativa de colher informações para sua matéria reveladora sobre o tráfico de diamantes. No trio um precisa do outro, Maddy precisa de Danny para publicar sua matéria, Danny precisa de Solomon para encontrar o diamante, e Solomon precisa de Danny e Maddy para encontrar sua família e seu filho.

Daí em diante, começa a perigosa aventura dentro do território rebelde à procura do tão cobiçado diamante rosa. Antes de irem para a aldeia onde está escondido o diamante, Solomon encontra à sua família e no caminho encontra o seu filho Dia, que tem uma reação muito estranha quando vê seu pai, não querendo mais ficar com ele, mas Solomon consegue convencer seu filho e trá-lo na caçada ao diamante. Quando eles chegam à aldeia onde está escondido o diamante, Danny pede ajuda a um general do exército de serra leoa, amigo dele, com a proposta de que vai dar uma parte do diamante para ele.

O general traz o seu exército e ataca o território rebelde, quando destrói, prende os membros da FRU. Depois que Solomon encontra o diamante entrega-o para Danny que leva um tiro na briga com o general pelo diamante

Fonte: http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/1924831-resumo-filme-diamante-sangue/#ixzz1bS8BcDd4

Lenda do tambor africano

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Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de trazê-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a idéia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua.

Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar.

A Lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio.

O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido.

Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.

Fonte: http://tatianflor.vila.bol.com.br/tatiana.html


terça-feira, 18 de outubro de 2011

O homem e a filha


Era uma vez um casal que teve uma filha. A mulher morreu pouco depois do parto e a criança foi criada pelo pai. Quando a menina cresceu, o pai anunciou-lhe:

__ Minha filha, quero casarcontigo!

Mas a menina respondeu:

__ Isso não é bom. Seremos descobertos pelos outros, pois no mundo não há segredos!

__ Sempre quero ver se no mundo não há segredos, disse o pai.

Foi buscar arroz, vazou duas medidas numa panela e cozinhou-o. Em seguida, levou a panela para o mato e enterrou-a. Ninguém sabia que ele tinha enterrado no mato uma panela cheia de arroz a não ser ele próprio e a filha.

Tempos mais tarde, apareceram homens com redes para caçar no mato. Eles não sabiam que no local onde caçavam, debaixo de uma árvore, estava enterrada uma panela cheia de arroz. Descobriram, admirados, que formigas brancas saídas da terra junto daquela árvore, transportavam grão de arroz.

De imediato cavaram o buraco e encontraram uma panela cheia de arroz cozido.

A filha, então, voltou-se para o pai:

__ Está a ver papá? Eu não lhe disse que o mundo não tem segredos?!

Comentário: No mundo não há segredos, a filha bem o sabia!


Lucas Techio e João Vitor Furtado


http://aprender-a-gostar-de-ler.blogspot.com/2010/05/contos-africanos-o-homem-e-filha.html

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

palavras da origem africana

  1. Angu Massa de farinha de milho (fubá), de mandioca, de arroz, com água e sal, e escaldada ao fogo O angu no início do Brasil colônia era preparado com miúdos de carne. Podia ser feito com farinha de milho (fubá) ou farinha de mandioca,
    • Batuque
    • Batuque é uma Religião Afro brasileira de culto aos Orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina.
    • O batuque ( batuku ou batuk em crioulo cabo-verdiano) é um gênero musical e de dança de Cabo Verde .
    • Wikipédia
    • Cachimbo
    • O cachimbo é um instrumento para fumar composto de fornilho e piteira. Usa-se para fumar principalmente tabaco, que sofre um processo especial para a preparação do fumo para o uso em cachimbo
    • Quitute
    • Iguaria delicada; acepipe; petisco
    • Senzala
    • A Senzala era um grande alojamento que se destinava à moradia dos escravos dos engenhos e das fazendas no Brasil.
    • Pipoca
    • Pipoca é um prato feito a partir de uma variedade especial de milho, que estoura quando aquecido, ao aquecermos os grãos de milho de maneira rápida, a umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras, maior do que o grão original.
    • Caçula
    • Caçula é o filho mais novo.
    • Cafuné
    • Cafuné é um carinho feito mexendo nos cabelos com as pontas d.os dedos
    • Cochilar
    • Momento de sonolência breve!
    • Macaco
    • O macaco, no sentido lato, é a designação comum a todas as espécies de símios ou primatas antropóides, aplicada no Brasil, restritivamente, aos cebídeos (ou macacos do Novo Mundo) em geral.
    • Bagunça
    • A bagunça é estado de desordem.
    • Fubá
    • O fubá é a farinha fina feita com milho moído muito empregada na culinária.
    • Dendê
    • O dendezeiro (Elaeais guineensis Jaquim) é uma palmeira originária da costa oriental da África (Golfo da Guiné), sendo encontrada em povoamentos subespontâneos desde o Senegal até Angola
    • Samba
    • O samba é um gênero musical, de onde deriva um tipo de dança, de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência
    • Colégio E.Joaquim de Macedo
      Emanuelle e Aline

As duas irmãs.

As duas irmãs.
Há muito tempo, duas irmãs, Omelumma e Omeluka, adoravam brincar ao ar livre, rir e correr para todo lado. Certo dia, seus pais saíram para a feira que era um pouco longe de casa, e recomendaram: - Cuidado com os animais da terra e do mar, porque muitas pessoas já foram levadas pelos monstros. Fiquem dentro de casa e não façam muito barulho. Quando fizerem comida, acendam um fogo pequeno, para que a fumaça não atraia os animais. E, quando secarem os grãos, façam em silêncio, para que os monstros não ouçam.
Porém, disse o pai, o mais importante, é que não saiam para brincar com outras crianças. Fiquem dentro de casa. As duas concordaram com tudo. Acenaram em despedida quando os pais se afastaram.
Ficaram dentro de casa a manhã inteira, mas conforme as horas iam passando, aumentava a sensação de fome. Então, começaram a socar os grãos para fazer uma papa, e aquilo virou logo uma brincadeira. Elas riam e faziam muito barulho. Aí acenderam um grande fogo para que a comida ficasse pronta mais depressa, esquecendo-se da advertência dos pais.
Após comer até se fartar, as duas viram os amigos brincando no campo e foram correndo brincar com eles.
Enquanto brincavam, um rugido imenso saiu de dentro da mata e outro veio do mar, aparecendo muitos monstros que cercaram as crianças.
Aterrorizadas, as duas correram, mas foram separadas. Os monstros do mar carregaram Omelumma e os da terra Omeluka.
As duas pensaram, - se tivéssemos ouvido nossos pais. Agora seremos devoradas pelos monstros. Porém, eles não as devoraram, mas as venderam como escravas em lugares muito distantes de sua terra.
Omelumma foi escolhida por um homem, que comprou-a e casou-se com ela.
Omeluka, mais jovem, não teve a mesma sorte. Foi escolhida por um homem cruel, que a comprou, mas a fez de escrava, dando-lhe muitas tarefas dia e noite. Passado um tempo ele vendeu-a para um outro homem ainda pior do que ele que a maltratava ainda mais. Assim, passaram-se muitos anos.
Enquanto isso, Omelumma vivia confortavelmente com o marido e deu à luz seu primeiro filho, um menino. O marido foi ao mercado para encontrar uma escrava que pudesse ajudá-la nas tarefas com o bebê e a irmã, Omeluka, estava lá, para ser vendida.Assim, ele trouxe Omeluka para ser escrava da irmã, mas ela estava muito mudada, devido aos maus tratos que sofrera e Omelumma não reconheceu-a.
Todas as manhãs, Omelumma ia para o mercado e entregava o bebê aos cuidados da irmã, deixando também, muitas tarefas para serem realizadas.
Omeluka se desdobrava, mas era muito serviço. Quando ia buscar água ou
lenha, o bebê ficava em casa, todavia seu choro a trazia rapidamente de volta, e assim não trazia a lenha suficiente. A irmã quando chegava a surrava por não ter cumprido suas ordens, mas se ela deixava o bebê chorando, os vizinhos contavam e ela apanhava do mesmo jeito. Ela tentou levar o bebê quando ia pegar lenha, mas não deu certo, porque não conseguia fazer o serviço com ele no colo.
Certa tarde, o bebê só interrompeu o choro, quando ela o colocou no colo e o embalou suavemente. Uma vizinha aproximou-se perguntando por que ela não fazia suas tarefas. Ela ficou com medo de ser denunciada e voltou ao trabalho. Mas o bebê começou a chorar e ela não teve saída senão se sentar e começar a embalá-lo de novo. Não sabendo mais o que fazer, finalmente entoou uma canção:
Shsh, shsh, bebezinho, não chore mais
Nossa mãe nos disse para não fazer fogo grande,
Mas nós fizemos
Nossa mãe nos disse para não fazer barulho,
Mas nós fizemos.
Nosso pai nos disse para não brincar lá fora,
Mas nós brincamos.
Então os monstros do mato e do mar nos levaram embora,
Para muito longe, muito longe!
E onde pode a minha irmã estar?
Muito longe, muito longe!
Shsh, shsh, bebezinho não chore mais.
Uma velha que ouviu aquela cantiga, lembrou-se da história que Omelumma lhe contara, há muito tempo, sobre terem sido levadas pelos monstros do mar e da terra. Ela percebeu que a escrava devia ser a irmã de Omelumma, há tanto tempo sumida. Correu até o mercado para contar a novidade à Omelumma.
No dia seguinte, ela deu várias tarefas à irmã e em seguida saiu, para o mercado. Mas voltou em segredo e viu como a irmã corria de um lado para o outro tentando impedir o bebê de chorar enquanto fazia seu serviço. Finalmente a irmã sentou-se e começou a cantar a canção que a velha escutara.
Assim que Omelumma ouviu a canção, reconheceu que era sua irmã e, chorando de dor e remorso, chegou perto dela para pedir perdão.
As duas se abraçaram e choraram juntas. Em seguida Omelumma libertou a irmã, jurou nunca mais maltratar nenhum servo e quando o marido chegou também ficou muito feliz ao saber da novidade. Viveram depois disso, muito felizes.


Por: Patricia e Shirley

Palavra Africana

Palavras africanas

1-Massa de farinha de milho (fubá), de mandioca, de arroz, com água e sal, e escaldada ao fogo.


2-Qualquer das danças africanas ou brasileiras acompanhada por instrumentos de percussão.


3-Aparelho para fumar, composto de fornilho e um tubo.


4-Vespa, inseto com ferrão e picada dolorida.


5-Homem sem palavra e/ou sem gravidade.


6-Petisco, Iguaria.


7-Alojamentos dos escravos.


8-O grão de milho arrebentado ao calor do fogo.


9-O mais moço, ou que é mais novo dos filhos ou dos irmãos.


10-Ato de coçar levemente a cabeça de alguem.


A menina que não falava

Certo dia, um rapaz viu uma rapariga muito bonita e apaixonou-se por ela. Como se queria casar com ela, no outro dia, foi ter com os pais da rapariga para tratar do assunto.
__ Essa nossa filha não fala. Caso consigas fazê-la falar, podes casar com ela, responderam os pais da rapariga.
O rapaz aproximou-se da menina e começou a fazer-lhe várias perguntas, a contar coisas engraçadas, bem como a insultá-la, mas a miúda não chegou a rir e não pronunciou uma só palavra. O rapaz desistiu e foi-se embora.
Após este rapaz, seguiram-se outros pretendentes, alguns com muita fortuna mas, ninguém conseguiu fazê-la falar.
O último pretendente era um rapaz sujo, pobre e insignificante. Apareceu junto dos pais da rapariga dizendo que queria casar com ela, ao que os pais responderam:
__ Se já várias pessoas apresentáveis e com muito dinheiro não conseguiram fazê-la falar, tu é que vais conseguir? Nem penses nisso!
O rapaz insistiu e pediu que o deixassem tentar a sorte. Por fim, os pais acederam.
O rapaz pediu à rapariga para irem à sua machamba, para esta o ajudar a sachar. A machamba estava carregada de muito milho e amendoim e o rapaz começou a sachá-los.
Depois de muito trabalho, a menina ao ver que o rapaz estava a acabar com os seus produtos, perguntou-lhe:
__ O que estás a fazer?
O rapaz começou a rir e, por fim, disse para regressarem a casa para junto dos pais dela e acabarem de uma vez com a questão.
Quando aí chegaram, o rapaz contou o que se tinha passado na machamba. A questão foi discutida pelos anciãos da aldeia e organizou-se um grande casamento.

http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto10.html